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Assédio Moral





A ADERJ-Associação dos Diretores de Escolas Públicas do Estado do Rio de Janeiro vem recebendo de seus associados, nas últimas semanas, graves denúncias de práticas verdadeiramente abusivas, levadas a cabo por algumas de suas chefias regionais.

Após a enérgica ação da Associação, em passado recente, os casos de assédio moral se reduziram bastante, porém, a infeliz prática parece ter retornado no âmbito de algumas Regionais, em total dissonância com a relação interpessoal mantida entre a Diretoria da ADERJ e os superintendentes e os subsecretários, sempre corteses, polidos e respeitosos, reciprocamente.

O assédio moral consiste na repetição deliberada de gestos, palavras (orais ou escritas) ou comportamentos que expõem o servidor, ou ainda, o grupo de servidores a situações humilhantes e constrangedoras, capazes de lhes causar ofensa à personalidade, à honra profissional, à dignidade e à imagem.

O assédio moral é conceituado por especialistas como toda e qualquer conduta abusiva, manifestando-se por comportamentos, palavras, atos, gestos ou escritos que possam trazer danos à personalidade, à dignidade ou à integridade física e psíquica de uma pessoa, pondo em perigo o seu emprego ou degradando o ambiente de trabalho.

No serviço público, caracteriza-se por condutas repetitivas do agente público que, excedendo os limites das suas funções, por ação, omissão, gestos ou palavras, tenham por objetivo ou efeito atingir a autoestima, a autodeterminação, a evolução na carreira ou a estabilidade emocional de outro agente público ou de empregado de empresa prestadora de serviço público, com danos ao ambiente de trabalho objetivamente aferíveis.

É uma forma de violência que tem como objetivo desestabilizar emocional e profissionalmente o indivíduo e pode ocorrer por meio de ações diretas (acusações, insultos, gritos, humilhações públicas, ameaças, cobranças excessivas, descumprimento dos horários de trabalho, ligações telefônicas e mensagens de texto repetitivas) e indiretas (propagação de boatos, isolamento, recusa na comunicação, fofocas e exclusão social).

A ADERJ não vai tolerar esse tipo de conduta, totalmente ilícita, fruto de desequilíbrio emocional e de dubiedade de caráter, que só provoca males aos envolvidos e tornam ainda pior, o já degradante ambiente de trabalho a que estão submetidos os diretores, aviltados em seus salários, assoberbados de atividades, desprovidos de equipes administrativas completas, sem segurança.

No grave momento pelo qual passamos, em plena Greve de professores pela aplicação da lei que lhes garante o Piso Salarial e que não é cumprida corretamente pelo Governo Estadual e das constantes ameaças feitas por parlamentares pouco comprometidos com a Educação, não é nada prudente, para qualquer das partes interessadas, acirrar ainda mais os ânimos dos diretores e de sua Associação.

A Presidência da ADERJ solicitou providencias imediatas por parte da SEEDUC e aguarda a cessação dessa infeliz ilegalidade.



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