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Grave. Muito grave a situação.



A ADERJ-Associação dos Diretores de Escolas Públicas do Estado do Rio de Janeiro vem acompanhando com imensa preocupação, as cotidianas manifestações de seus associados apontando a carência de professores docentes e a absoluta inexistência de secretários de escola e demais servidores interessados em assumir funções extraclasse, de coordenador pedagógico, orientador educacional, agente de pessoas etc.

De acordo com dados extraídos do sistema Conexão, em 03 de abril, há 58 mil tempos vagos, ou seja, sem aulas e 135 mil tempos de carência real supridos por GLP, nas diversas escolas da rede. A utilização da GLP e de contratos temporários (que ainda não foram celebrados) é medida excepcional, e não deve substituir a realização de concurso público.

O último concurso para admissão de professores foi realizado em 2014.

Em 2023 a Secretaria celebrou Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público Estadual se comprometendo a realizar concurso público, mas até o momento não deflagrou o procedimento.

A carência das funções extraclasse é outro grave problema. As gratificações dessas funções não são reajustadas desde 2011/2012, provocando total desinteresse dos poucos profissionais, a princípio dispostos a assumi-las. No momento há 150 escolas estaduais sem secretário escolar, o que impede a expedição dos documentos requeridos pelos alunos.

Os diretores gerais e adjuntos se encontram na mesma situação. Desestimulados e exauridos, diante da enorme sobrecarga de tarefas e da perda aquisitiva de suas remunerações, também congeladas desde 2011. O fato de o Governo Estadual não cumprir o Plano de Carreira da Categoria, deixando de aplicar o piso nacional do magistério a todas as classes e níveis só agrava a situação, provocando graves prejuízos ao desempenho das suas atribuições. Não se pode falar em qualidade e motivação para o trabalho, diante de um quadro salarial tão vergonhoso.

Há ainda a falta de porteiros, falta de computadores administrativos, e repasses financeiros para aquisição de merenda e manutenção das escolas em valores muito abaixo das necessidades das unidades escolares. Aliado a tudo isso, muitos diretores ainda têm que conviver com diversas autoridades regionais que foram nomeadas sem a necessária capacitação para o desempenho de suas funções, e muitas vezes, na tentativo de ocultar suas deficiências recorrem a expedientes autoritários e abusivos.

Grave. Muito grave a situação.

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